19.3.10

Julie & Julia

Baseada em duas histórias reais, a comédia Julie & Julia (Julie & Julia, 2009) da diretora Nora Ephron é uma grata surpresa. A cineasta de comédias românticas como Sintonia de Amor (Sleepless in Seattle, 1993) e Mensagem para Você (You've got Mail, 1998), acerta a mão neste romance que se passa em duas épocas distintas: 1949 e 2002. No final dos anos 40, acompanhamos a chegada de Julia Child (Mery Streep) a Paris e a descoberta de sua paixão pela culinária francesa. Décadas depois, atravessamos o oceano para conhecer Julie Powell (Amy Adams), que levava uma vida enfadonha e resolve encarar um desafio após conhecer o best seller da cozinha francesa, Mastering the Art of French Cooking, escrito por Julia Child.

Julie decide preparar as 524 receitas do livro e aceita a sugestão do marido (interpretado por Chris Messina) de documentar suas experiências num blog chamado Julie/Julia Project. O filme alterna as descobertas e os prazeres de Julia na França, com os dissabores e o sucesso do blog de Julie nos Estados Unidos. O roteiro escrito pela diretora tem como base My Life in France, livro de memórias de Julia Child, e Julie/Julia que começou com um blog em 2003 e teve suas experiências transformadas em livro pelo autora.

Além da boa estrutura narrativa prender a atenção de quem assiste, ela também permite que o trabalho de suas protagonistas se sobressaiam. Mesmo contida, Amy Adams tem uma boa atuação e mostra que se fizer boas escolhas, pode ir além. Mais uma vez Mery Streep está incrível, seu poder de mimetização é enorme (por curiosidade, assista ao vídeo abaixo e conheça a verdadeira Julia e compare) e não é preciso escrever que ela é a melhor atriz em atividade hoje em dia.
Apesar de Meryl ser o ingrediente principal do filme, o menu oferece boas surpresas. Bon appétit!


Julie & Julia
EUA, 2009 - 123 min
Romance

Direção: Nora Ephron

Roteiro: Nora Ephron, Julie Powell (Julie & Julia), Julia Child e Alex Prud'homme (My Life in France)

Elenco: Meryl Streep, Amy Adams, Stanley Tucci, Chris Messina, Linda Emond, Helen Carey, e Jane Lynch

18.3.10

Ilha do Medo

O agente do FBI Teddy Daniels (Leonardo DiCaprio) é o encarregado da investigação sobre o misterioso desaparecimento de uma paciente no manicômio/presídio localizado na ilha de Shutter. O local só permite acesso através de uma balsa e sua entrada é vigiada fortemente por guardas armados. Com a ajuda de Chuck Aule (Mark Ruffalo), seu novo parceiro, precisam encontrar Rachel Solando (Emily Mortimer), que foi acusada no passado por afogar seus três filhos e agora está à deriva pela ilha.

Os psiquiatras responsáveis pelo local, Dr. Cawley (Ben Kingsley) e Dr. Naehring (Max von Sydow), acreditam que o caso seja de fácil solução e que a presença dos federais no hospital psiquiátrico é dispensável. Além de procurar a fugitiva, o agente Daniels também busca respostas para seus problemas pessoais, como os traumas deixados pela guerra e a dor causada pela morte de sua esposa Dolores (Michelle Williams) em um incêndio. Seus intensos pesadelos envolvendo o fantasma da mulher, a paciente e as crianças assassinadas farão ele permanecer na ilha por mais tempo do que ele imaginava.

O diretor Martin Scorcese mostra mais uma vez o seu talento atrás das câmeras para contar uma história repleta de homenagens/colagens a diversos gêneros. Ao transitar pelo noir, thriller e o suspense, o cineasta consegue impor a sua marca sobre a obra da qual foi adaptada o roteiro, também escrito por Dennis Lehane, o mesmo autor de Sobre Meninos e Lobos (Mystic River, 2003). Porém, seu estilo provoca reações diversas na platéia, ora para o bem, outras para o mal.

Apoiado em um bom elenco, a narrativa funciona muito com suas surpresas e reviravoltas. Mesmo deixando pistas sutis ao longo da história, o segredo permanece bem guardado pelo diretor, seus fãs poderão achar que faltou dubiedade para a trama ser perfeita. Um desfecho mais aberto provocaria debates mais acalorados ao final da sessão. Para quem gosta mais do gênero do que do cineasta, a jornada está acima da média, comparada ao que outras produções oferecem. Contar mais detalhes estragaria o prazer de conferir a nova parceira entre mestre e pupilo. Mais uma vez a dupla faz valer o ingresso. Assista!


Shutter Island
EUA, 2010 - 138 min
Policial / Suspense

Direção: Martin Scorsese

Roteiro: Laeta Kalogridis, Dennis Lehane

Elenco: Leonardo DiCaprio, Mark Ruffalo, Ben Kingsley, Max von Sydow, Michelle Williams, Emily Mortimer, Patricia Clarkson, Jackie Earle Haley, Ted Levine


12.3.10

Cineminha - Ilha do Medo

Sexta-feira é dia de estreia nas salas de cinema da cidade. Qual será a sessão do fim de semana? O blog precisou de apenas um nome para escolher: Martin Scorcese.

Ilha do Medo (Shutter Island, 2009) é a nova parceria do cineasta com o ator Leonardo DiCaprio. No elenco ainda estão Mark Rufallo, Ben Kingsley, Michelle Williams e Max Von Sydon.

A história se passa em 1954 e mostra as investigações sobre o desaparecimento de uma assassina que fugiu de um hospital psiquiátrico em Shutter Island. DiCaprio e Rufallo são os agentes federais encarregados desta operação.

O filme é baseado na obra do escritor Dennis Lehane, que já teve adaptado para os cinemas os livros: Sobre Meninos e Lobos (Mystic River, 2003) e Medo da Verdade (Gone Baby Gone, 2007).

PS: O blog considera uma ótima dica para a primeira sessão do Cinesurpresa 2010. Meu voto já está garantido, mais alguém?

Cinesurpresa 2010. Nova temporada

O primeiro Cinesurpresa da temporada 2010 acontecerá neste domingo, dia 14 de março. A 27º edição do evento promete novidades.

O encontro deste mês será no Cinemark, no bairro do Aparecida, em Santos. O grupo se reúne às 18h para votar e escolher uma película que esteja em cartaz entre às 18h e 19h.

Após a sessão surpresa, um debate informal na pizzaria mais próxima. Para quem não conhece, experimente e para quem já foi, reapareça.

Para conhecer mais deste projeto, acesse aqui. Quer conhecer os filmes que entrarão na votação? Clique aqui. Participe!

Amor sem Escalas

À primeira vista, Amor sem Escalas (Up in the Air, 2009) poderia ser uma propaganda de duas horas da American Airlines. Não só poderia, como é uma das melhores campanhas institucionais que a companhia aérea já teve em sua história. Felizmente, o diretor Jason Reitman soube utilizar o produto de forma inteligente e essencial para contar a história de Ryan Bingham (George Clooney), um executivo contratado por empresas em crise para demitir pessoas da forma mais humana possível. Tarefa fácil para alguém que vive em total desapego social.

A vida pessoal de Bingham é uma eterna viagem de negócios, passa a maior parte do tempo em aviões, hotéis e carros alugados. Com tantas horas de vôo na bagagem, conhece como ninguém os melhores atalhos dentro de um aeroporto. Para ele, tudo o que sobrecarrega você deve ser deixado para trás, inclusive amigos, família e casa. Tanto desprendimento serve de inspiração para as palestras motivacionais realizadas por ele a outros executivos e na hora de executar seu trabalho, pois para cada demitido que entra em colapso, ele tem uma resposta pronta e ensaiada para cada situação.

Os questionamentos desta vida perfeita começam quando ele conhece duas mulheres: Alex e Natalie. Alex (Vera Farmiga) é uma executiva que passa tanto tempo fora de casa quanto ele, e cultivam uma relação dentro do espaços disponíveis em suas agendas. Natalie (Anna Kendrick) é uma trainee promissora que deseja implementar um sistema de demissões por videoconferência, o que tornaria o processo ainda mais impessoal e tornaria obsoleto o método de trabalho de Bingham, que ela não compreende se é desumano ou profissional.

A recente crise econômica mundial torna a premissa atual, mas não passa de mera coincidência. O roteiro foi adaptado de um livro de 2001 (Up in the Air, Walter Kirn) e foi escrito por Reitman antes mesmo de Juno (Juno, 2007), seu trabalho anterior. O título, péssimamente traduzido, não é uma comédia romântica e, sim, dramática. A boa atuação de Clooney na desconstrução de sua personagem irá fazer você refletir sobre o que você faz com sua vida, pode não ser marcante, mas é o melhor elogio que o longa poderia receber.


Up In The Air
EUA, 2009 - 109 min
Romance / Drama / Comédia

Direção: Jason Reitman

Roteiro: Jason Reitman e Sheldon Turner

Elenco: George Clooney, Anna Kendrick, Vera Farmiga

Luto: Glauco Villas Boas

Glauco Villas Boas, um dos mais renomados cartunistas da atualidade foi assassinado a tiros em sua casa, durante uma suposta tentativa de assalto ou sequestro. Segundo informações do UOL Notícias, o crime aconteceu nesta madrugada e vitimou também seu filho Raoni Villas Boas. O criador de personagens como Geraldão, Geraldinho e Doy Jorge assinava uma tira diária no jornal Folha de S. Paulo.

Fã de Los Tres Amigos (série criada por Glauco, Angeli e Laerte) na adolescência, na faculdade, o grupo de trabalho do qual fiz parte o entrevistou algumas vezes para o nosso trabalho de conclusão de curso na faculdade de Comunicação

Que seus familiares possam ter paz e serenidade neste momento. Adiós amigo!

9.3.10

Guerra ao Terror

"A correria da batalha é um vício potente e muitas vezes letal, para a guerra é uma droga". A citação extraída do livro War is a Force that Gives Us Meaning, do jornalista Chris Hedges (New York Times), está na abertura de Guerra ao Terror (The Hurt Locker, 2009) e reflete perfeitamente a atmosfera do longa-metragem mais premiado na edição do Oscar 2010.

Na premissa, acompanhamos o dia-a-dia de um esquadrão antibombas em ação em Bagdá. O sargento James (Jeremy Renner) é integrado à companhia Bravo para desarmar as bombas deixadas em áreas civis, restando apenas 38 dias para ser dispensado. Sua conduta durante as operações gera conflitos com o sargento Sanborn (Anthony Mackie), que discorda dos seus métodos, por considerar que arriscam demais o trabalho em equipe. O elenco ainda conta com as participações de Guy Pearce e Ralph Fiennes.

A diretora Kathryn Bigelow realizou um belo trabalho ao fugir dos clichês do gênero. Ao explorar a perspectiva em primeira pessoa, a cineasta consegue transportar o espectador para aquele espaço geográfico aonde se encontram os explosivos. Sem ser sensacionalista e nem panfletária, soube questionar o absurdo da guerra de forma contundente. A narrativa não convencional mostra situações isoladas vividas pelo grupo de soldados, sem envolver política ou religião, nos situando apenas na contagem regressiva na volta para a casa.

Ao colocar o esquadrão antibomba sob a lente de aumento, o suspense permanece constante até o final. Para o sargento James, o uniforme de proteção utilizado para as operações de campo funciona como um verdadeiro armário da dor, onde também estão sua dignidade e sua identidade. Uma bela metáfora utilizada no título original.


The Hurt Locker
EUA, 2008 - 131 min
Drama / Guerra

Direção: Kathryn Bigelow

Roteiro: Mark Boal

Elenco: Jeremy Renner, Anthony Mackie, Brian Geraghty, Guy Pearce, Ralph Fiennes, David Morse, Evangeline Lilly

Novo trailer para Homem de Ferro 2

Dirigido novamente por Jon Favreau, Tony Stark (Robert Downey Jr.) é questionado pelo Congresso dos Estados Unidos por causa de sua armadura. No elenco estão Gwyneth Paltrow, Samuel L. Jackson, Don Cheadle, Mickey Rourke, Sam Rockwell, Scarlett Johansson, Garry Shandling e John Slattery.

A produção estreia em 30 de abril no Brasil.


8.3.10

And the Oscar gone to...

Guerra ao Terror (The Hurt Locker, 2009) foi o grande vencedor do prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, com seis estatuetas. O favorito Avatar (Avatar, 2009) conquistou merecidamente apenas três prêmios das nove indicações obtidas, todos técnicos, mas sua gigantesca bilheteria já lhe confere o êxito merecido.

Para quem apostava em Bastardos Inglórios (Inglorious Basterds, 2009 - o meu favorito para a premiação deste ano), o longa recebeu apenas a estatueta, a de melhor ator coadjuvante. Um dos filmes mais criativos do ano merecia mais.

Mesmo com as boas tentativas de colocar dois apresentadores no palco, eliminar os números musicais e criar uma área no backstage para os agradecimentos dos vencedores sem limite de tempo, a cerimônia continua arrastada e modorrenta. A dupla Steve Martin e Alec Baldwin até tentaram, mas não conseguiram serem engraçados o suficiente para animar o público.

A retomada da fórmula utilizada nos anos 40 em listar 10 filmes para o pêmio da noite também não funcionou, pois era evidente que apenas dois concorriam. A Academia insiste em esnobar filmes como Se Beber, Não Case (The Hangover, 2009) e (500) Dias com Ela (500 Days with Summer, 2009), produções superiores comparadas ao feel good movie Um Sonho Possível (Blind Side, 2009) que conquistou uma das 10 vagas possíveis.

A ótima surpresa foi a estatueta para a diretora Kathryn Bigelow, a primeira mulher a conquistar o prêmio de Melhor Diretor em 82 anos de história da Academia. Um belo presente para todas as mulheres neste dia 08 de março. Parabéns!

Confira os vencedores:

Melhor Filme

Guerra ao Terror

Melhor Diretor
Kathryn Bigelow - Guerra ao Terror

Melhor Ator
Jeff Bridges - Coração Louco

Ator Coadjuvante
Christoph Waltz - Bastardos Inglórios

Melhor Atriz
Sandra Bullock - Um Sonho Possível

Melhor Atriz Coadjuvante
Mo'Nique - Preciosa - Uma História de Esperança

Melhor Roteiro Adaptado
Preciosa - Uma História de Esperança

Melhor Roteiro Original
Guerra ao Terror

Melhor Animação Longa-Metragem
Up - Altas Aventuras

Melhor Animação Curta-Metragem
Logorama

Melhor Filme Estrangeiro
O Segredo dos Seus Olhos

Melhor Documentário Longa-Metragem
The Cove

Melhor Documentário Curta-Metragem
Music by Prudence

Melhor Curta-Metragem
The New Tenants

Melhor Direção de Arte
Avatar

Melhor Fotografia
Avatar

Melhor Figurino
The Young Victoria

Melhor Montagem
Guerra ao Terror

Melhor Trilha Sonora Original
Up - Altas Aventuras

Melhor Canção Original
"The Weary Kind" - Coração Louco

Melhor Edição de Som
Guerra ao Terror

Melhor Mixagem de Som
Guerra ao Terror

Melhores Efeitos Especiais
Avatar

Melhor Maquiagem
Star Trek

12.2.10

Zumbilândia

Os zumbis dominaram o planeta Terra. Entre os poucos sobreviventes, o jovem nerd Columbus (Jesse Eisenberg) consegue se esconder dos mortos ambulantes seguindo suas rígidas regras de sobrevivência. Graças a sua peculiar habilidade de eliminar zumbis, Tallahasse (Woody Harrelson) continua a sua jornada pelos Estados Unidos da América, agora também conhecido como Estados Unidos da Zumbilândia. A dupla decide seguir viagem e no caminho encontraram as irmãs Wichita e Little Rock (Emma Stone e Abigail Breslin). Os quatro sobreviventes deste holocausto descobrem um prazer em comum: encontrar novas e divertidas maneiras de matar os mortos-vivos.

A comédia-horror Zumbilândia (Zombieland, 2009), do estreante Ruben Fleischer, não subverte as regras do gênero, mas sabe usá-las com muito estilo. A cartilha tradicional criada por George Romero no final dos anos 60 é seguida à risca, estão lá as infecções contraídas por mordidas, a fome insaciável e os clássicos tiros na cabeça para eliminar os quase-defuntos. O longa também aproveita as melhores sugestões do gênero que surgiram na década, a velocidade dos desmortos criada por Danny Boyle em Extermínio (28 Days Later, 2002) e o humor negro de Todo Mundo Quase Morto (Shawn of the Dead, 2004).

Com tantas referências, a produção soaria como um bela colagem se não fosse o mérito de explorar a história sobre outro ângulo: o prazer de enfrentar os desmortos. O elenco está a vontade no filme, mas quem rouba a cena mesmo é Woody Harrelson, que está hilariante em mais um papel bizarro de sua carreira. Abigail Breslin (Pequena Miss Sunshine, 2004) mostra que além de talento, sabe escolher bons papéis, até em filmes B como este. Zumbilândia presta uma bela homenagem ao ator e comediante Bill Murray, que também faz uma breve participação.

Inspiradas em games como Left 4 Dead e Burnout: Revenge a direção de arte caprichou no efeito visual das regras do filme e da sequência final realizada num parque de diversões. A ação caricata garante a diversão e combina muito bem com a proposta do longa. A trilha sonora também apresenta bons petardos, como a faixa For Whom the Bell Tolls, do Metallica, na incrível sequência em câmera lenta dos créditos iniciais.

Filmes com zumbis, regras e rock n'roll dificilmente decepcionam, principalmente quando realizados com estilo. Imperdível!

PS: Não saia antes do término dos créditos finais, para não perder a cena extra.


Zombieland
EUA, 2009 - 88 min
Ação / Terror / Comédia

Direção: Ruben Fleischer

Roteiro: Rhett Reese, Paul Wernick

Elenco: Woody Harrelson, Jesse Eisenberg, Emma Stone, Abigail Breslin

10.2.10

Depois da depressão, Melancolia?

Durante o lançamento de Anticristo (Antichrist, 2009), o cineasta Lars von Trier revelou que passou por uma crise de depressão, superada com as filmagens da produção. Foi o bloqueio criativo do cineasta que o impediu de realizar Washington, último capítulo da trilogia sobre os Estados Unidos iniciada em Dogville (Dogville, 2003).

E parece que o desfecho da história estadunidense vai esperar mais um pouco, já que o diretor dinamarquês anunciou que seu próximo projeto será a ficção científica Melancholia. Na trama, o planeta Melancholia se aproxima rapidamente da Terra, ocasionando uma série de catástrofes.

Com um orçamento enxuto e com o roteiro quase pronto, Von Trier declarou que não haverá final feliz e que o escreveu para ser protagonizado pela atriz espanhola Penélope Cruz.

Depois de "castigar" Bjork, Nicole Kidman, Bryce Dallas Howard e Charlotte Gainsbourg, o diretor fez uma bela escolha.

As filmagens começam ainda neste ano.

5.2.10

Cineminha: Guerra ao Terrror

Chegamos a mais uma sexta-feira e vamos para mais uma aposta do blog para o cineminha do fim do semana. O longa escolhido é Guerra ao Terror, da diretora Kathryn Bigelow (Caçadores de Emoção – Point Break, 1991).

Na trama, acompanhamos o trabalho dos soldados norte-americanos no Iraque na busca por bombas abandonadas para serem desativadas e evitar baixas civis em lugares populosos como o centro de Bagdá. No elenco estão Jeremy Renner, Ralph Fiennes, Guy Pearce, David Morse e Evangeline Lilly.

Boa sessão e bom final de semana. Assista e comente!


2.2.10

Oscar 2010

Foram anunciados hoje, os indicados ao Oscar 2010, o prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. A novidade este ano é o número de indicados a melhor filme, no total de 10 produções. Avatar e Guerra ao Terror lideram com nove indicações cada.

A cerimônia será realizada no dia 7 de março e será apresentada pelos comediantes Alec Baldwin e Steve Martin. Conheça os indicados para as principais categorias:

Melhor Filme
Avatar
Um Sonho Possível
Distrito 9
Educação
Guerra ao Terror
Bastardos Inglórios
Preciosa - Uma História de Esperança
Um Homem Sério
Up - Altas Aventuras
Amor Sem Escalas


Melhor Diretor
James Cameron - Avatar
Kathryn Bigelow - Guerra ao Terror
Quentin Tarantino - Bastardos Inglórios
Lee Daniels - Preciosa - Uma História de Esperança
Jason Reitman - Amor Sem Escalas


Melhor Ator
Jeff Bridges - Crazy Heart
George Clooney - Amor Sem Escalas
Colin Firth - Direito de Amar
Morgan Freeman - Invictus
Jeremy Renner - Guerra ao Terror


Melhor Atriz
Sandra Bullock - Um Sonho Possível
Helen Mirren - The Last Station
Carey Mulligan - Educação
Gabourey Sidibe - Preciosa - Uma História de Esperança
Meryl Streep - Julie e Julia


Melhor Roteiro Original
Guerra ao Terror
Bastardos Inglórios
O Mensageiro
Um Homem Sério
Up - Altas Aventuras


Melhor Roteiro Adaptado
Distrito 9
Educação
In The Loop
Preciosa - Uma História de Esperança
Amor Sem Escalas


Ator Coadjuvante
Matt Damon - Invictus
Woody Harrelson - O Mensageiro
Christopher Plummer - The Last Station
Stanley Tucci - Um Olhar do Paraíso
Christoph Waltz - Bastardos Inglórios


Melhor Atriz Coadjuvante
Penelope Cruz - Nine
Vera Farmiga - Amor Sem Escalas
Maggie Gyllenhaal - Crazy Heart
Anna Kendrick - Amor Sem Escalas
Mo'Nique - Preciosa


Melhor Animação Longa-Metragem
Coraline
O Fantástico Sr. Raposo
A Princesa e o Sapo
The Secret of Kells
Up - Altas Aventuras


Melhor Filme Estrangeiro
Ajami (Israel)
El Secreto de Sus Ojos (Argentino)
A Teta Assustada (Peru)
Un Prophète (França)
A Fita Branca

Lost: 10 episódios para rever antes do início do fim

Este post chega um pouco atrasado, mas para quem não conseguiu realizar aquela maratona para recapitular tudo o que aconteceu desde a queda do vôo 815 da Oceanic, em 22 de setembro de 2004, aqui está a chance de rever os principais pontos da trama antes do início da nova e última temporada.

São 10 episódios ditos essenciais escolhidos com a ajuda da emissora do programa, revistas e blogs especializados em Lost. Você gosta de listas? Então confira os melhores episódios escolhidos pelo blog Estante Caótica, do meu amigo Roberto, e veja se você concorda com elas. Eu já dei os meus pitacos por lá.

Que tal arrumar uma boa desculpa para faltar ao trabalho hoje e voltar para a Ilha. Vamos lá?

1. Pilot (1x01/02)
Comece do início, claro, mas preste atenção na história do jogo de gamão que Locke conta e que funciona como um aperitivo para as revelações que viriam mais tarde envolvendo Jacob e o homem de preto.

2. Walkabout (1x04)
O clássico episódio que revelou Locke numa cadeira de rodas antes de chegar à Ilha.

3. Orientation (2x03)
Foi a descoberta de uma grande mitologia através da introdução da Iniciativa Dharma. A rixa razão x fé envolvendo Jack e Locke explode se tornando o conflito definitivo de Lost.

4. A Tale of Two Cities (3x01)
Neste episódio, descobrimos como vivem Os Outros e conhecemos a enigmática Juliet. Centrado em Jack, além de explorar sua fixação em querer consertar tudo, conhecemos um dos seus piores segredos fora da Ilha.

5. The Man Behind the Curtain (3x20)
Benjamin Linus finalmente tem sua história passada revelada num episódio carregado de mitologia e que mostra Ben e Locke visitando a cabana de Jacob.

6. Through the Looking Glass (3x22/23)
O recurso narrativo do flash forward é introduzido de forma memorável num final de temporada épico que expande o foco da saga para além da Ilha.

7. The Constant (4x05)
Um prelúdio para a viagem no tempo da 5ª temporada. Episódio centrado em Desmond e um dos melhores da série.

8. Jughead (5x03)
Sem dúvida o melhor dos episódios sobre viagem no tempo da 5ª temporada. Estabelece o significado de Charles Widmore e Eloise Hawking na mitologia da Ilha.

9. The Life and Death of Jeremy Bentham (5x07)
Locke deixa a Ilha para convencer os losties que sairam a retornar ao lugar. É também o episódio que mostra uma das cenas mais chocante da série.

10. The Incident (5x16/17)
Começa com a conversa na praia entre Jacob e o homem de preto – a história do gamão contada por Locke é trazida à tona. Termina num clima apocalíptico que prepara o terreno para a 6ª temporada.

fontes:
Dude, We Are Lost!
EW.com
ABC

O início do fim


Enfim, estreia hoje a sexta e última temporada do seriado que mais reuniu fãs ao redor do planeta nos últimos anos: Lost.

Acompanharemos ao longo das próximas 16 semanas, o desfecho da jornada dos sobreviventes da queda do vôo 815 da Oceanic, em 22 de setembro de 2004, e as respostas para os principais mistérios levantados pela série: quem é Jacob? o que é o monstro de fumaça? o que é a Ilha?

Todos de malas prontas? Apertem os cintos, pois a viagem já vai começar...

ps: Inspirada no quadro A Última Ceia, na foto promocional cedida pelo estúdio ABC observamos o elenco regular da série em algumas posições conhecidas. Locke ocupa o posto de Jesus e Sayd no lugar de Judas. Teremos ressurreição e traição como temas principais nesta última temporada?