26.6.09

O gosto do sangue

O vampiros sairam de seus caixões. Literalmente. E agora convivem com os humanos e querem o status de cidadãos comuns. Esta evolução na sociedade acontece graças aos cientistas japoneses, que inventaram o sangue sintético conhecido como True Blood. O drink exótico afastou as presas dos pescoços alheios, mas os seres humanos não se sentem tão confortáveis com esta situação. Em uma pequena cidade fictícia de Lousiana, sul dos EUA, as pessoas ainda estão divididas e ainda não sabem de qual lado devem ficar, entre elas, a garçonete Sookie Stackhouse dotada de um poder um tanto inconveniente: ela pode ouvir o pensamento de todos a sua volta. Sua opinião ganha outros contornos com a chegada de Bill Compton, um vampiro de 173 anos, que se interessa pela jovem protagonista e quer situar sua posição na pequena comunidade.

Baseada na série de livros Sookie Stackhouse, de Charlaine Harris, o roteirista Alan Ball (Beleza Americana, 1999) criou o seriado True Blood, sua nova parceria com os canais HBO, após a excelente A Sete Palmos (Six Feet Under, 2001-2005). Para quem esperava algo próximo aos dramas protagonizados pela família Fisher, os episódios podem causar uma estranheza inicial com sua atmosfera transitando entre o kitsch e o moderno, mas basta um olhar mais atento para perceber a qualidade dos temas e suas personagens. Em sua primeira temporada são explorados assuntos como preconceito, direitos civis e segregação racial. Além do sangue na tela, outro fator que impressiona são as ousadas cenas de sexo e frequente nudez no programa, por isso, crianças longe da TV, combinado?

Cada episódio custa em média 4 milhões de dólares, seu alto valor é justificado nos efeitos especiais e na produção de luxo dedicada ao programa. O elenco é um dos grandes trunfos do seriado, que soube aliar personagens interessantes com boas atuações, como a ingênua garçonete Sookie, vivida por Anna Paquin, vencedora do Globo de Ouro de melhor atriz dramática na edição deste ano. Bill, o vampiro misterioso, é interpretado por Stephen Moyer e Sam Trammell está na pele de Sam Merlotte, dono do bar Merlotte onde trabalha Sookie e que também é apaixonado por ela. E este é apenas um dos segredos guardados por ele.

Junto com a trinca de protagonistas, temos ainda Ryan Kwanten como Jason, o irmão tarado de Sookie; Nelsan Ellis como o cozinheiro Lafayette Reynolds; Lois Smith faz Adele, a avó da protagonista e Rutina Wesley interpreta Tara, por enquanto a personagem mais desinteressante da série. Além do drama, há outros elementos como romance, suspense e comédia, o que faz True Blood ser altamente indicado para adultos.

A segunda temporada já está em cartaz nos EUA e com o vampirismo está na moda, não custa deixar alho e água benta à mão, mas certifique-se de que estes truques baratos funcionam, pois quem garante que tudo isto não passa de um mito?

29.5.09

Let's play killer?

A quarta temporada de Dexter já tem um novo serial killer: O ator John Lithgow. Ele viverá Walter Simmons, um indíviduo suburbano dos EUA que vive uma rotina dupla como o protagonista Dexter, interpretado pelo ator Michael C. Hall. Simmons chega a Miami e cai na mira do investigador forense por conseguir escapar da polícia por mais de três décadas. Também é conhecido como Trinity Killer, apelido conquistado por matar suas vítimas de 3 em 3 pessoas.

Lithgow ficou famoso na tv pela série 3rd Rock from the Sun (1996-2001) e pelos vilões no cinema, como Qualen do longa Risco Total (Cliffhanger, 1993) com Silvester Stallone. Dexter retorna no dia 27 de setembro nos EUA.

O oitavo dia


O agente Jack Bauer (Kiefer Sutherland) mal terminou o sétimo dia e já esta pronto para mais agruras para a próxima temporada de 24 horas. Será? Após os acontecimentos do dia 7, as únicas certezas que a produção da série tem são um novo cenário e o retorno da agência CTU. Depois de Los Angeles e Washington, a ação se desenvolverá em Nova York.

A produção pretende incluir nove personagens importantes para a próxima temporada. Até agora, já foram contratados para o elenco a atriz Jennifer Westfeldt (da comédia romântica Beijando Jessica Stein, 2001) que fará Meredith Reed, jornalista ambiciosa que tem conexão com Arman Hashemi (Anil Kapoor, o apresentador de Quem quer ser um Milionário - Slumdog Millionaire, 2008), líder do Oriente Médio que está nos EUA em missão de paz.

Para compor a nova equipe da CTU, o ator John Boyd viverá o analista Jonah Schartz, que receberá ordens de Freddie Prinze Jr., como o novo chefe de operações da agência anti-terrorista Davis Cole, um ex fuzileiro naval.

O último reforço parece piada, mas não julgaremos antes de assistir e torcer para que este seja o último dia de tormento na vida de Jack Bauer. A telesérie tem grandes chances de encerrar sua história no auge e figurar entre as mais importantes produções criadas para a TV. Que não esperem chegar a decadência para pensar no assunto. A 8ª temporada do seriado começou a ser gravada esta semana e deve ir ao ar em janeiro de 2009.

XXX series

A indústria pôrno norte-americana fatura bilhões por ano. É muito mais rentável do que a tradicional Hollywood e seguida de perto, em cifras, pela indústria dos games. O novo foco das produções x-rated são os seriados da televisão estadounidense, as paródias X ganham cada vez mais espaço entre o público, tanto que ganhou até categoria nos prêmios de melhores do ano. A New Sensations - renomada produtora de filmes adultos - que já produziu Scrubs - A XXX Parody e Seinfeld - A XXX Parody, lançamentos deste mês e de junho respectivamente, anunciou mais duas produções: as imitações cômicas da vez serão dos seriados Friends e 30 Rock.

Para alguns fãs de imaginário mais libidinoso, não deixa de ser uma opção para assistir suas personagens preferidas em situação, digamos, inusitadas. Imagino que sucessos como Lost e 24 Horas não devem demorar a receber sua versão X.

22.5.09

Star Trek

A tripulação na nave USS Enterprise NCC 1701 precisa encontrar e deter o capitão romulano Nero, que após a destruição de sua terra natal por um buraco negro, busca vingança contra Spock. A tripulação romulana elegeu o vulcano como culpado pela tragédia e quer como sentença, aniquilar o planeta Vulcan e a Frota Estelar da Federação, julgados como traidores por Nero. Até aqui, nenhuma novidade para quem conhece a mitologia da série ou já assistiu por curiosidade, algum dos episódios da telessérie clássica ou dos filmes anteriores da franquia. O que torna esta produção tão singular comparado ao que já foi criado, é mostrar como foi formada a primeira tripulação da famosa nave interestelar e sua primeira missão pela galáxia.

Ao longo de quatro décadas, o universo de Star Trek esteve na televisão, cinema, jogos, livros e nas mentes de fãs fervorosos, conhecidos mundialmente como treekers. O último longa-metragem esteve em cartaz em 2002 e desde então a franquia esteve no limbo dos estúdios da Paramount Pictures, coube ao cineasta J.J. Abrams o desafio de resgatar um dos clássicos da ficção científica para uma nova geração de fãs e para os antigos e exigentes seguidores, esta a tarefa mais árdua. Mesmo com todo este peso nos ombros, o diretor soube mesclar mistério e ação em uma das melhores aventuras da Entreprise. J.J. divide os méritos com seus habituais colaboradores, os roteiristas Roberto Orci e Alex Kurtzman, que já demonstraram talento na criação do seriado Lost e no filme Missão Impossível III, que revitalizou a série de Tom Cuise.

A premissa acerta ao focar na apresentação das personagens e no relacionamento da tripulação em formação. Conhecemos a infância rebelde do arrogante James T. Kirk e a razão e lógica do pequeno vulcano chamado Spock, que terão seus caminhos cruzados e reescritos na catástrofe onde começa o filme. Na Academia da Frota Estelar que Kirk (Chris Pine) conhecerá o oficial de ciências Spock (Zachary Quinto, o Sylar de Heroes), o oficial médico Leonard "Magro" McCoy (Karl Urban) e a oficial de comunicação Uhura (Zoe Saldana). Também estão presentes as versões juvenis do alferes Pavel Chekov (Anton Yelchin) e o engenheiro-chefe Montgomery Scott (Simon Pegg). A química entre os tripulantes, principalmente em relação ao trio de protagonistas, prova que a escolha do elenco foi mais do que acertada.

Com papel fundamental na trama, a aparição de Leonard Nimoy (Spock da série clássica) é um dos momentos mais emocionantes do filme. Falar mais sobre os acontecimentos do longa-metragem estragaria a surpresa reservada ao público. A nova linha de tempo criada pelo diretor não altera a mitologia criada e permite novos saltos no espaço para futuras gerações. Star Trek reúne qualidades para atrair a todas as platéias, mesmo para quem não gosta do gênero ou não tem afinidade com a franquia, e mostrar a crítica que quando bem idealizado, os filmes de verão podem ser um ótimo entretenimento.

Curiosidades:

• A mãe humana de Spock é interpretada por Winona Ryder, numa aparição irreconhecível.

Ficha Técnica:

Star Trek
EUA, 2009 - 126 min
Aventura / Ficção científica

Direção: J.J. Abrams

Roteiro: Roberto Orci, Alex Kurtzman

Elenco: Chris Pine, Zachary Quinto, Simon Pegg, Eric Bana, Karl Urban, Dr. Leonard 'Bones' McCoy, Amanda Grayson, Zoe Saldana

15.5.09

O Leitor

Hanna Schmitz não era a afeita a amizades e nem a família, sempre foi uma mulher muito solitária. Sua vida se resumia a transitar entre sua casa e o trabalho. Michael Berg tinha 15 anos quando passou mal a caminho de casa e foi ajudado por Hanna. Após sua recuperação, o jovem retornou para a agradecer a ajuda e acabou se envolvendo emocionamente e sexualmente com a reclusa mulher. Aquele romance de verão seria marcado pela rispidez de Hanna e por um pedido incomum: que ele sempre deveria ler para ela antes do ato sexual. Ao fim da estação, sem avisar, ela desaparece sem deixar pistas, para o garoto resta apenas sofrer e amadurecer por aquele amor perdido. Ao se tornar estudante de Direito anos depois, Berg reencontra Hanna e antigos sentimentos e um pequeno segredo ressurgem para lhe atemorizar.

O filme foi inspirado no romance de Bernhard Schlink e se passa na reconstrução da Alemanha pós-guerra. Dirigido pelo inglês Stephen Daldry, dos ótimos Billy Elliot (Billy Elliot, 2000) e As Horas (The Hours, 2002), O Leitor é um bom drama, mas não consegue ser o grande filme projetado. O roteiro enrola para revelar algo que não é uma surpresa tão grande. O longa tem seu brilho nas ótimas atuação de Kate Winslet (Hanna Schmitz) e David Kross (Michael Berg) que interpreta a fase jovem da personagem. Coube ao ator britânico Ralph Fiennes interpretá-lo na fase adulta, porém com uma atuação abaixo de sua média.

É justamente esta alternância entre o passado e presente que macula a narrativa do filme. Num ritmo lento, a fase adulta não empolga tanto quanto a juventude de Berg, que apresenta ótimos questionamentos: quais são os limites do nosso dever? deve-se manter um segredo para que a palavra seja cumprida ou a omissão nos torna cúmplice do culpado? Outras questões polêmicas sobre o holocausto permeiam a trama que surpreendeu ao receber cinco indicações ao Oscar, entre elas, a merecida indicação para Kate Winslet, que levou o prêmio da Academia e o Globo de Ouro por sua atuação.

Curiosidades:

• Este é o terceiro trabalho do cineasta Stephen Daldry e a terceira vez que é indicado ao prêmio da Academia de melhor diretor;

• Este foi o último trabalho de dois outros grandes cineastas que faleceram o ano passado e produziram o filme: Sidney Pollack e Anthony Minghella;

Kate Winslet só ficou com o papel após a desistência de N
icole Kidman, que estava grávida e Julitte Binoche que recusou.

• A piada do comediante
Rick Gervais em um episódio de seu seriado Extras, onde ele argumentava que bastava Kate realizar um filme sobre o holocausto soou premonitório. Confira aqui:



Ficha Técnica

The Reader
EUA / Alemanha, 2008 - 124 min
Drama

Direção:
Stephen Daldry
Roteiro: David Hare
Elenco: Kate Winslet, Ralph Fiennes, David Kross, Lena Olin

14.5.09

Gran Torino

Walter Kowalski é um aposentado da indústria automobilística onde trabalhou após servir seu país na Guerra da Coréia. Ranzinza, mal-humorado e rascista, o veterano de guerra acaba de ficar viúvo. Após o funeral de sua esposa, tudo o que deseja é beber sua cerveja na varanda e manter o seu bem cuidado jardim longe dos vizinhos. Guarda em sua garagem um impecável Ford Gran Torino, modelo 1972, lembrança dos tempos áureos da vida. É justamente seu estimado automóvel que irá aproximá-lo de seus odiados vizinhos asiáticos.

O novo trabalho do diretor Clint Eastwood reforça a sensibilidade de suas últimas produções. Parece simples, mas é a habilidade adquirida ao longo dos anos pelo cineasta que se faz parecer fácil. A personagem rabugenta de Kowalski é uma amálgama de outras personas vividas pelo Eastwood ator: a aspereza de Dirty Harry (Dirty Harry, 1971), a busca pela redenção de William 'Bill' Munny de Os Imperdoáveis (Unforgiven, 1992) ou a implicância com a igreja de Frank Dunn em Menina de Ouro (Million Dollar Baby, 2004). Todos eles tratam de temas como vida, morte, solidão, amizade e salvação.

O roteiro se torna ainda mais atual se traçarmos um paralelo entre a ficção e a realidade sócio-econômica dos Estados Unidos, que atravessa um período longo de crise em seu sistema. As poderosas indústrias automobilísticas onde Kowalski trabalhou, hoje estão à beira da falência, seus filhos trocaram as tradicionais marcas americanas por modelos asiáticos maiores e mais baratos. O bairro onde mora, cada vez mais se torna um reduto de imigrantes orientais que não falam inglês, principalmente a comunidade hmong; que o intérprete de Eastwood não tolera, que lutaram ao lado dos EUA na Guerra do Vietnã e após a derrocada estadunidense escolheu a América para recomeçar suas vidas.

O preconceituoso e irredutível Kowalski precisa se decidir entre a reclusão após morte de sua esposa ou conviver com a sociedade à sua volta. A situação envolvendo seus vizinhos Tao e Sue se torna preponderante para sua decisão. Os defeitos habituais nos filmes de Eastwood não tardam a aparecer, conhecido por terminar as filmagens antes do tempo previsto, o cineasta também carrega a fama de ser um diretor irregular de atores, justamente por fazer poucos takes de cada cena. O ator Bee Vang, que interpreta o hmong Tao, não desponta nos momentos mais dramáticos da trama. Um detalhe pequeno, para uma carreira cada vez mais brilhante.

A Magnum .44 já não está mais na cintura de nosso anti-herói, mas o gesto dos dedos apertando o gatilho já basta para intimidar. Vida longa ao cinema de Eastwood.

Ficha Técnica
Gran Torino
EUA, 2008 - 116 min
Drama

Direção:
Clint Eastwood

Roteiro:
Nick Schenk, Dave Johannson

Elenco:
Clint Eastwood, Christopher Carley, Bee Vang, Ahney Her, Brian Haley, Geraldine Hughes, Chee Thao

13.5.09

Dark Cannes

O 62º Festival de Cannes começou nesta quarta (13) e promete muito sangue e cabeças rolando até o dia 24 de maio. A edição 2009 do festival será marcada pela presença de grandes diretores tratando de temas fúnebres.

O cineasta norte-americano Quentin Tarantino anuncia escalpos de nazistas em Bastardos Inglórios (Inglorious Basterdes, 2009); o coreano Park Chan-wook (Oldboy, 2003) apresenta um thriller sobre vampiros em Thirst (2009); o chinês Johnny To traz Vegeance (2009) e também promete um banho de sangue. Para completar a lista dos mais comentados, mais dois filmes de terror: O Anticristo (Antichrist, 2009), primeira incursão no gênero de Lars Von Trier; e Drag me to Hell (2009) de Sam Raimi que retorna as suas raízes.

Seria esta avalanche reflexo dos tempos sombrios em que vivemos? Aliás, quem viver, verá!

Novo trabalho de Lynch estréia na internet

O cineasta norte americano David Lynch dirige seu primeiro videoclipe na carreira. O felizardo foi Richard Melville Hall, mais conhecido como Moby, o versátil músico eletrônico novaiorquino que lançará seu novo álbum, Wait for Me, no dia 30 de junho.

O primeiro single extraído do novo disco chama-se Shot in the Back of the Head, que ganhou um vídeo de animação sombrio e insano, dois elementos constantes na obra de Lynch.

David Lynch é um dos diretores mais importantes do cinema contemporâneo, entre seus ótimos trabalhos, estão Coração Selvagem (Wild at Heart, 1990); com Nicolas Cage e Laura Dern, e Império do Sonhos (Inland Empire, 2006), também com Laura Dern. Foi indicado ao Oscar de melhor diretor em três ocasiões: O Homem-Elefante (The Elephant Man, 1980), Veludo Azul (Blue Velvet, 1986) e Cidade dos Sonhos (Mulholland Drive, 2001). Para quem gosta de cinema, é indispensável conhecer a obra do cineasta.

Assista o vídeo:



O vídeo também pode ser visto no site www.pitchfork.com .

Devoto de São Marcos


Nas derrotas e nas vitórias, estaremos sempre com você!
Obrigado São Marcos, mais uma vez.

12.5.09

PJ: novo álbum e documentário para as comemorações

O grupo norte americano Pearl Jam lançará seu novo trabalho, o nono em estúdio, até o final deste ano. A banda está em um estúdio na Califórnia, onde o material é produzido por Brendan O'Brien, que já trabalhou em diversos discos do PJ, entre eles Vs. (1993) e Yeld (1998). Após as gravações, o grupo sairá em turnê pelos Estados Unidos e especula-se uma volta à América do Sul em 2010.

Para 2011, quando o Pearl Jam completa 20 anos de estrada, a banda pretende lançar um documentário com a direção de Cameron Crowe (Vanilla Sky, 2001) com base no material acumulado ao longo dos anos, como vídeos de bastidores, estúdio e shows. Para as comemorações ainda estão previstos lançamentos de sobras de estúdio, relançamentos e novas mixagens das obras do grupo. As informações foram fornecidas pelo guitarrista Mike McCready, a uma emissora de rádio de Seattle.

Crowe abordou a cena musical de Seattle no longa-metragem Singles (1992). Integrantes das bandas Alice in Chains, Soundgarden e mesmo do Pearl Jam; entre eles o vocalista Eddie Vedder; o guitarrista Stone Gossard e o baixista Jeff Ament, participaram do filme tinha o movimento grunge como pano de fundo da trama.

11.5.09

Magnífico

A banda irlandesa U2 gravou em Fez, no Marrocos, o vídeo para Magnificent, segundo single do álbum No Line on the Horizon. O diretor foi Alex Courtes, também responsável por outros vídeos do grupo, como Get on Your Boots e Vertigo.
Assista:



A cidade escolhida também acolheu a banda durante as gravações do último disco, que será promovido com a turnê U2 360º. O primeiro show está marcado para 30 de junho, em Barcelona, na Espanha. Após a "perna" européia de shows, a banda segue para os Estados Unidos. América do Sul? Quem sabe em 2010...

8.5.09

20º Cinesurpresa

Neste domingo, dia 10 de maio, Dia das Mães, acontecerá o 20º Cinesurpresa. O encontro deste mês será no Cine Roxy, no bairro do Gonzaga, em Santos.

Sempre às 18h em ponto, o grupo se reúne para votar e escolher a película da vez. Após a sessão surpresa, um debate informal na pizzaria mais próxima. Para quem já foi, reapareça, para quem não conhece, experimente.

Para conhecer mais deste projeto, acesse aqui.
Quer conhecer os filmes que entrarão na votação? Clique aqui.
Participe!

4.4.09

X Girlfriend

O novo projeto do diretor Steven Soderbergh (Che - A Guerrilha, 2008) começa provocativo pelo seu cartaz, onde sugere a companhia ideal para a sessão: "Assista com alguém que você ****". The Girlfriend Experience mostrará garotas de programa de luxo na cidade de Nova York, onde chegam a ganhar 2 mil dólares por hora. A protagonista será a bela atriz pornô Sasha Grey, uma das revelações mais premiadas e reconhecidas da indústria de entretenimento adulto, que atua também como cineasta, escritora e fotógrafa.

O roteiro é de Brian Koppelman e David Levien, habituais colaboradores de Soderbergh desde Treze Homens e um Novo Segredo (Ocean's Thirteen, 2007). A produção foi filmada em vídeo digital e com muito improviso nos textos em apenas 14 dias, em parceria com a HDNet Films, empresa especializada em produções digitais de alta resolução. A produtora tem um contrato com o cineasta para seis filmes que poderão ser lançados direto para DVD, televisão ou cinema, sendo que o primeiro foi Bubble, produzido em 2005.

Girlfriend Experience está previsto para estrear em Nova York e Los Angeles no dia 22 de maio, infelizmente não há previsão para ser exibido no Brasil.

ps: (clique no cartaz para vê-lo maior).

2.4.09

Watchmen

O ano é 1985. O Estados Unidos venceram a Guerra do Vietnã e Richard Nixon é reeleito para presidente pela terceira vez e candidato a outra. A tensão entre americanos e russos aumenta durante a Guerra Fria e o conflito nuclear se torna iminente. No passado, um grupo de pessoas comuns transvestiam a sociedade em suas roupas exageradas no combate ao crime. Ganharam popularidade até que uma lei coibiu os atos vigilantes. Quando um destes antigos heróis é assassinado, Rosrchach – que também perteceu ao grupo chamado de Watchmen – começa uma investigação clandestina e descobre uma conspiração que envolve o passado do grupo e que pode culminar com um futuro catastrófico.

Após muita disputa (inclusive judiciais) entre os estúdios de cinema norte-americanos para estabelecer a quem pertenceria os direitos de adaptação da graphic novel Watchmen, enfim o filme chega aos cinemas. Publicada na década de 1980, escrita por Alan Moore e desenhada pod Dave Gibbons, a trama questiona até que ponto a humanidade necessita de super-heróis? A produção sempre foi cercada de ceticismo pelos fãs, que assim como seu criador, acreditavam ser impossível transformar uma das melhores HQ's de todos os tempos em um filme satisfatório. A razão para tal suspeita era justa, já que a maioria das adaptações das obras de Moore são risíveis (ele não aceita ter seu nome associado aos créditos de nenhuma adaptação cinematográfica).

Coube ao jovem cineasta norte-americano Zack Snyder a missão de reproduzir toda a riqueza dos originais da Nona Arte para as telas de cinema. Considerado uma promessa entre os diretores da nova geração, por causa dos bons trabalhos anteriores, Madrugada dos Mortos (Dawn of the Dead, 2004) e 300 (2006), o verbo reproduzir cabe perfeitamente como uma descrição do diretor. No longa de 2004, ele soube utilizar muito bem os dogmas criados por George Romero para o universo dos zumbis. Em 2006, adaptou também dos quadrinhos a obra de Frank Miller sobre os soldados de Esparta e caiu nas graças do público e da crítica. Novamente em 2009 ele retorna aos cinemas com outra belíssima transposição de comics para o cinema, com toda a fidelidade que uma mitologia e seus fãs merecem. Mas fica a questão, quando Snyder colocará seu estilo ao invés de seguir a cartilha do mestre?

Somente com a tecnologia digital existente hoje, foi possível criar Watchmen nos cinemas. O visual e os efeitos da película são apurados, os enquadramentos são praticamente os mesmos dos quadrinhos e até alguns diálogos são iguais, tudo contruído de forma obsessiva pelo diretor que consegue nas 2h36 minutos de projeção abranger quase tudo o que foi contado nas páginas das 12 edições originais da trama. Detalhes importantes que ficaram de fora: Os Contos do Cargueiro Negro, história paralela que é mostrada na HQ e que funciona como metáfora (este apêndice será lançado como animação em DVD, com a narração do ator Gerard Bluter, o Leônidas de 300) e os "Bernies" que funcionam como o cidadão comum na história. O final é o mesmo, porém o "agente da ação" foi modificado e funciona melhor para o cinema, nada que desfigure brutalmente o desfecho original.

A escolha de atores semi-desconhecidos do grande público é outro ponto positivo da produção. Estão no elenco: Billy Crudup (Dr. Manhattan), Jackie Earle Haley (Rorschach), Malin Akerman (Espectral II), Matthew Goode (Ozymandias), Patrick Wilson (Coruja II), Jeffrey Dean Morgan (Comediante) e Carla Gugino (Espectral I). A personagem azulada e intrigante de Dr. Manhattan é uma grata surpresa, pois corria o risco de ficar artificial demais por conta dos efeitos especiais e do reconhecimento de movimentos empregado para criá-lo. O amoral Comediante também cativa a platéia, mas não consegue superar a presença de Rorschach na tela. O Coruja e a bela Espectral II tem seus bons momentos, mas são prejudicados pela narrativa do filme.

A história perde ritmo com a introdução de cada um deles, em alguns momentos muito bem conduzida e em outros arrastada. Principalmente após a apresentação do Dr. Manhattan, o que torna o filme cansativo. A alternância entre suspense, drama, comédia também incomoda, fica a sensação que faltou encontrar o tom certo para a produção. O uso da trilha sonora para nos situar nos anos 80 mais atrapalha do que ajuda. The Times They are A-Changing, de Bob Dylan, ficou fantástica nos créditos iniciais e combina perfeitamente com o contexto apresentado. Unforgettable, de Nat King Cole, também funciona na cena chave para a investigação de Rorschach. As demais músicas não parecem coexistir com as respectivas cenas e soam como um videoclip dos bons tempos da MTV ou soam ridículas com a cena de sexo ao som de Hallelujah, de Leonard Cohen.

Entre erros e acertos, Watchmen é bom filme e se considerarmos o grau de dificuldade de sua adaptação, ganha mais pontos em sua avaliação. Porém, parece muito mais destinado aos leitores da HQ do que para o público comum.

Ficha Técnica:
Watchmen
EUA, 2009 - 156 min
Ação / Drama / Ficção científica

Direção: Zack Snyder

Roteiro: Alex Tse, David Hayter

Elenco: Jackie Earle Haley, Patrick Wilson, Billy Crudup, Jeffrey Dean Morgan, Malin Akerman, Matthew Goode, Carla Gugino, Matt Frewer, Stephen McHattie, Laura Mennell, Robert Wisden

31.3.09

4 vezes DiCaprio

Shutter Island, o próximo filme de Martin Scorsese teve seu poster divulgado hoje nas páginas do jornal alemão Zeitung. A produção será a quarta parceria do diretor com o ator Leonardo DiCaprio (Gangues de Nova York, 2002; O Aviador, 2004, e Os Infiltrados, 2006). No elenco ainda estão Mark Rufallo (Zodíaco, 2007), Ben Kingsley (Casa de Areia e Névoa, 2003), Michelle Williams (Brokeback Mountain, 2005) e Max Von Sydon (Minority Report, 2002).

A história se passa em 1954 e mostra as investigações sobre o desaparecimento de uma assassina que fugiu de um hospital psiquiátrico em Shutter Island, a tal paciente 67 que aparece na frase do cartaz. DiCaprio e Rufallo são os agentes federais encarregados desta operação.

O filme é baseado na obra do escritor Dennis Lehane, que já teve adaptado para os cinemas os livros: Sobre Meninos e Lobos (Mystic River, 2003) e Medo da Verdade (Gone Baby Gone, 2007).

Desde já na lista dos mais esperados do ano.

27.3.09

Cinema em debate

Especializado em cinema, o site CineZen Cultural será lançado no próximo domingo (29) no projeto Tête-à-Tête, do Restaurante La Quiche Dorée. O público participará de um bate-papo sobre a sétima arte com o jornalista André Azenha, criador do site, e seus colaboradores: o jornalista Ricardo Prado, editor do blog Cinecartógrafo e o escritor Flávio Viegas Amoreira. Haverá ainda uma exposição de cartazes de filmes que marcaram época.

O Restaurante La Quiche Dorée fica na Avenida Epitácio Pessoa, 210, em Santos. Contato: (13) 3227-6145. Participe!

Boa música

Amanhã, dia 28, no Saloon Bar, a banda Éponge apresenta seu repertório com composições próprias e suas influências. Se você ainda não conhece o grupo, acesse: www.myspace.com/epongebr . Dica de boa música, aproveite!

26.3.09

Você é senhor dos seus domínios?

A galeria Nineteen Eighty Eigth em Los Angeles para comemorar seus cinco anos de atividade, irá inaugurar uma exposição chamada de "Idiot Box" e apresentará obras de vários artistas com trabalhos inspirados em produções da TV norte-americana.

Um trabalho em especial irá chamar a atenção dos fãs da famosa série sobre o nada: Seinfeld. A arte criada pela artista Kierten Essenpreis foi intitulada como 99 referências sobre Seinfeld (99 Seinfeld References).

Já encontrei mais de 30 referências, mas listarei apenas 15. Prometo que continuarei até encontrar todas. E você, já conseguiu?

• casaco de David Puddy (8 ball);
• o manequim que se parece com Elaine;
• o Bubble Boy;
• a coroa do The Wiz (nobody beats him!);
• o flipper do frogger, com o recorde de George;
• o bolo relíquia de Petterman, que Elaine lanchou no escritório;
• a boneca de Susan que lembra a mãe de George;
• a bomba de chocolate que George pega no lixo da casa da sogra;
• o Fusilli Jerry;
• a placa do carro de Kramer (Assman);
• o Pez que faz cócegas em Elaine durante o concerto;
• a caneta de astronauta que escreve de cabeça para baixo;
• o peixe dourado de Elaine (episódio do estacionamento);
• parte de cima do Muffin (Newman!);
• a sopa do Soup Nazi.



20.3.09

Para o alto e avante...

Pela primeira vez na história, um longa metragem de animação abrirá o Festival de Cannes. A organização anunciou nesta semana e reservou a honraria para a próxima produção da Pixar, UP. O filme passará no festival dia 13 de maio, duas semanas antes dos cinemas norte-americanos.

Na história, um senhor de 78 anos viaja a bordo de sua casa, que flutua com a ajuda de muitos balões de hélio, e um convidado indesejado para uma aventura na América do Sul. Os diretores são Pete Docter, Monstros S.A. (2001), e Bob Peterson, desenhista dos longas Toy Story (1995).

No Brasil, somente em setembro. A espera será longa.




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19.3.09

Existe um monstro dentro de nós?

Uma boa promessa de bom filme para este ano é o novo projeto do diretor Spike Jonze, Onde Vivem os Monstros, adaptação de Where the Wild Things Are, de Maurice Sendak. A produção infantil será baseada na obra publicada em 1963, onde um menino malcriado é enviado para a cama sem jantar. Recluso em seu quarto, se deixa levar pela imaginação até aportar em mundo excêntrico, a tal Wild Things, terra povoada por seres selvagens, que recebem o garoto como seu governador.

O cineasta norte-americano que já criou os ótimos Quero ser John Malkovich (Being John Malkovich, 1999) e Adaptação (Adaptation, 2002), reforçam os votos de que vem coisa boa e criativa por aí, como a bela sacada do cartaz do filme.

No meio de tantas franquias e continuações sem fim nos cinemas, um sopro de criatividade faz um bem danado.

18.3.09

3D aumenta o número de projeções dubladas

A última novidade nas salas de cinema do país é a utilização da tecnologia 3D em suas projeções. Nas cidades onde o sistema já foi implantado é possível escolher filmes de gêneros variados, como a animação Coraline e o Mundo Secreto, baseada no livro infanto-juvenil de Neil Gaiman, aos filmes de terror como Dia dos Namorados Macabro. Porém, todas as cópias disponíveis com esta tecnologia são dubladas. Este fator não está relacionado a uma preferência do público, e sim por questões técnicas que impedem a legendagem. Os distribuidores garantem que isto é uma questão de tempo.

Por hora, há duas opções: exibir uma legenda tridimensional, que flutuaria na tela como os objetos do filme e a outra seria projetar legendas convencionais sobre uma tarja na parte inferior da tela. As redes de cinema que testaram os dois procedimentos garantem que a primeira opção causou enjoos na platéia e a segunda diminiu a imersão da sessão. A empresa RealD que trabalha neste segmento diz que é possível utilizar legendas nas projeções 3D, mas para um resultado de qualidade, ela deveria ser trabalhada na pós-produção do filme, o que demandaria mais tempo e dinheiro.

Para muitas pessoas a preferência pelas sessões legendadas é considerada um preconceito contra a dublagem. Eu realmente prefiro assistir aos filmes em seu idioma original, como a obra foi idealizada, pois sempre há o risco de que algo se perca na tradução ou no próprio desconhecimento daquele determinado universo por quem faz a dublagem. Há também o incômodo de você acompanhar seu ator ou atriz predileta e reconhecer a voz de alguma "celebridade global" que não apresenta a menor semelhança com o conteúdo apresentado. Imagine assistir Avatar, novo longa dirigido por James Cameron com tecnologia 3D e que estréia este ano no cinemas com a voz de Antônio Fagundes dublando o protagonista? Impensável.

Se você também é daqueles que argumenta que se perde o que passa na tela, aqui vai uma dia: assista de novo!

17.3.09

Hoje é dia de São Patrício

Missionário encarregado de converter os irlandeses ao Cristianismo no século 4 depois de Cristo, St. Patrick é considerado o fundador da Igreja Católica na Irlanda. O dia é celebrado com cerveja e o uso da cor verde, que representa a cor da primavera e da Irlanda, considerada a ilha verde. O símbolo máximo da festa é o trevo de três folhas, que St. Patrick usava como metáfora para a Trindade do Pai, Filho e Espiríto Santo.

Esta tradição entrou no calendário dos brasileiros, que também comemoram e participam da festa que inclui bebidas e comidas irlandesas. A cerveja verde (mistura de chopp com xarope de maça) é bastante popular entre as mulheres, já os homens preferem a tradicional cerveja Guinness. Para quem quiser um dica de onde bebemorar, clique aqui. Este pub eu recomendo!

Se for dirigir, não beba. Se for beber, me chame!

foto: Diário do Grande ABC

16.3.09

R.I.P

Em mais uma decisão polêmica da APCM (Associação Antipirataria Cinema e Música), mais de 1 milhão de pessoas ficaram orfãs de uma das mais conhecidas comunidades da rede de relacionamentos do Orkut: a Discografias. Criada em novembro de 2005, internautas compartilhavam vasto material musical através de links, sem pagar nada. O imenso volume de arquivos transformou o endereço e uma das principais bases da web brasileira para quem buscava este tipo de conteúdo.

Os moderadores, que não se identificam, assinaram uma nota no Orkut justificando a decisão devido a ameaças sofridas por eles pela entidade. "Informamos a todos os membros da comunidade 'Discografias' que encerramos as atividades devido às ameaças que estamos sofrendo da APCM [Associação Antipirataria Cinema e Música] e outros orgãos de defesa dos direitos autorais". O grupo, porém, não informou que tipo de ameaças estariam sendo feitas.

Desde o ano passado a APCM havia declarado guerra contra a comunidade, quando conseguiu excluir partes do conteúdo postado ali. Hoje a ação foi definitiva.

PS: Para mim, a decisão é equivocada, pois não serão estas medidas que acabarão com a pirataria no mercado. Muitas bandas independentes só conseguiram ganhar dimensão através da troca de arquivos pela internet. Acredito que a troca não seja tão nociva quanto a venda de produtos piratas, que junto com os preços abusivos cobrados pela indústria do entretenimento, faz com que os usuários procurem rotas alternativas.

13.3.09

O casamento de Rachel

No final de semana do casamento entre Rachel e Sidney tudo parece estar sobre controle dos noivos. Os preparativos para a festa que incluem um poodle, batas africanas, comida indiana, guitarristas e outros excessos que só uma cerimônia como esta pode ter, já estão organizados. As famílias estão reunidas e todos acertam os últimos detalhes sob a trilha sonora ensaiada o tempo todo pelos músicos para o ato solene. Tudo estaria no lugar se não fosse a chegada de Kym, a irmã da noiva que está internada há longos meses numa clínica de reabilitação para usuários de entorpecentes. É neste exato momento que a noiva cede o lugar de protagonista para a indesejada convidada.

Kym (Anne Hathaway - O Diabo veste Prada, 2006) sabe que não é bem-vinda ao lar devido ao seu passado desastroso, ao qual sua família quase sucumbiu. Foi durante o seu período de internação que todos juntaram os cacos e tentaram seguir a vida adiante. Paul (Bill Irwin), o pai controlador, e Abby (Debra Winger), a mãe ausente, construíram outros casamentos na esperança de serem felizes. A pródiga irmã Rachel (Rosemarie DeWitt) pretende celebrar sua união com Sidney (Tunde Adebimpe) e se desvnicular de sua família tão disfuncional. A presença de Kym e o seu sarcasmo habitual para lidar com tudo e todos trará à tona assuntos delicados que nunca foram resolvidos efetivamente.

Jonathan Demme, diretor vencedor do prêmio Oscar por O Silêncio dos Inocentes (1991), realiza um belo trabalho sobre as mazelas familiares. Gravado em formato digital e com a câmera na mão, o cineasta utiliza sua experiência em documentários para colocar o telespectador no papel de um convidado da festa, observando tudo o que acontece no fim de semana da solenidade. Percorrendo espaços estreitos, capturando conversas paralelas ou atento aos familiares do noivos, mesmo com tanta informação ao redor, a câmera ainda consegue captar a armagura e os anseios da ovelha negra da família.

O bom trabalho do diretor se reflete na cenas onde Kym deixa de ser a protagonista e cede o lugar para o casamento em si, um dos momentos chaves para a personagem entender o que está buscando. A ótima atuação de Anne Hathaway como a problemática irmã da noiva sugere que chegou a hora de a atriz deixar os papéis de princesa, aos quais está habituada, de lado e investir em outras situações. O elenco está numa sintonia incrível e parecem se conhecer há anos, outro ponto positivo da película. Destaque para aparição e para a atuação da atriz Debra Winger, sumida da grande tela nos últimos anos.

No formato de filme independente e transitando entre o drama e o humor negro, O casamento de Rachel é daquelas películas que ficam em nosso subconsciente por dias ou até semanas. É possível até que você encontre semelhanças com a sua própria família, o que não seria mera concidência.

Curiosidades:

Jonathan Demme não filmava um longa de ficção desde 2004, quando rodou Sob o Domínio do Mal, com Denzel Washington e Meryl Streep.

• Esta é a estréia da roteirista Jenny Lumet, filha do cineasta Sidney Lummet (Antes que o Diabo Saiba que Você está Morto, 2007).

Ficha Técnica

Rachel getting married
Estados Unidos, 2008 - 114 min
Drama

Direção: Jonathan Demme

Roteiro: Jenny Lumet

Elenco: Anne Hathaway, Rosemarie Dewitt, Mather Zickel, Debra Winger