O vampiros sairam de seus caixões. Literalmente. E agora convivem com os humanos e querem o status de cidadãos comuns. Esta evolução na sociedade acontece graças aos cientistas japoneses, que inventaram o sangue sintético conhecido como True Blood. O drink exótico afastou as presas dos pescoços alheios, mas os seres humanos não se sentem tão confortáveis com esta situação. Em uma pequena cidade fictícia de Lousiana, sul dos EUA, as pessoas ainda estão divididas e ainda não sabem de qual lado devem ficar, entre elas, a garçonete Sookie Stackhouse dotada de um poder um tanto inconveniente: ela pode ouvir o pensamento de todos a sua volta. Sua opinião ganha outros contornos com a chegada de Bill Compton, um vampiro de 173 anos, que se interessa pela jovem protagonista e quer situar sua posição na pequena comunidade.
Baseada na série de livros Sookie Stackhouse, de Charlaine Harris, o roteirista Alan Ball (Beleza Americana, 1999) criou o seriado True Blood, sua nova parceria com os canais HBO, após a excelente A Sete Palmos (Six Feet Under, 2001-2005). Para quem esperava algo próximo aos dramas protagonizados pela família Fisher, os episódios podem causar uma estranheza inicial com sua atmosfera transitando entre o kitsch e o moderno, mas basta um olhar mais atento para perceber a qualidade dos temas e suas personagens. Em sua primeira temporada são explorados assuntos como preconceito, direitos civis e segregação racial. Além do sangue na tela, outro fator que impressiona são as ousadas cenas de sexo e frequente nudez no programa, por isso, crianças longe da TV, combinado?
Cada episódio custa em média 4 milhões de dólares, seu alto valor é justificado nos efeitos especiais e na produção de luxo dedicada ao programa. O elenco é um dos grandes trunfos do seriado, que soube aliar personagens interessantes com boas atuações, como a ingênua garçonete Sookie, vivida por Anna Paquin, vencedora do Globo de Ouro de melhor atriz dramática na edição deste ano. Bill, o vampiro misterioso, é interpretado por Stephen Moyer e Sam Trammell está na pele de Sam Merlotte, dono do bar Merlotte onde trabalha Sookie e que também é apaixonado por ela. E este é apenas um dos segredos guardados por ele.
Junto com a trinca de protagonistas, temos ainda Ryan Kwanten como Jason, o irmão tarado de Sookie; Nelsan Ellis como o cozinheiro Lafayette Reynolds; Lois Smith faz Adele, a avó da protagonista e Rutina Wesley interpreta Tara, por enquanto a personagem mais desinteressante da série. Além do drama, há outros elementos como romance, suspense e comédia, o que faz True Blood ser altamente indicado para adultos.A segunda temporada já está em cartaz nos EUA e com o vampirismo está na moda, não custa deixar alho e água benta à mão, mas certifique-se de que estes truques baratos funcionam, pois quem garante que tudo isto não passa de um mito?























































