27.2.08

Juno - resenha

diretor: Jason Reitman
atores:
Ellen Page, Michael Cera, Jennifer Garner, Jason Bateman, Allison Janney e J.K. Simmons.

Juno MacGuff é uma adolescente descolada, que ao transar pela primeira vez com seu melhor amigo, engravida. Como poucas, a jovem Juno é uma garota determinada e de atitudes independentes, decidindo entregar "a coisa" (como ela se refere no filme), ou melhor, o filho para a adoção. Parte então, a procura de "pais perfeitos" para criar o seu filho e assim continuar sua vida: entrar para a faculdade e tocar na banda da turma.

Com esta premissa simples e realista, Juno se tornou o filme sensação de público, festivais e premiações, graças ao conjunto harmonioso que compõem o filme. O roteiro moderninho, a direção acertada e as boas atuações do elenco tornam o projeto único. Comprovando a máxima de que não é preciso de montanhas de dinheiro para se fazer um bom filme, basta uma boa estória bem contada e profissionais competentes para tanto.

Mesmo que o filme passe a sensação ser "água com açúcar" (era só o que eu ouvia ao término da sessão), basta um olhar mais crítico para perceber todas as qualidades citadas acima. Jason Reitman (diretor de Obrigado por Fumar) trabalhou o roteiro com perfeição, fugindo dos clichês do gênero, como pais desajustados que causam histeria com a situação ou adolescentes idiotas, que depois de ínumeros desencontros, se transformam em princesas e príncipes felizes no final.

Com suas roupas despojadas, o gosto musical apurado e a predileção por filmes de terror, Juno não parece uma personagem, e sim, sua melhor amiga, graças a atuação realista e inspirada de Ellen Page (a Kitty Pride, de X-Men 3). Paulie Bleeker (Michael Cera - Superbad), o pai do bebê e seu melhor amigo, é um nerd magricela que treina corrida todos os dias e admira Juno, pelo que ela é e representa.

Completam o elenco, o casal escolhido para a adoção, vividos por Jennifer Garner (De repente 30) e Jason Bateman (Separados pelo Casamento). Estabilizados financeiramente e inférteis, encontram na adoção, mais uma tentativa para se tornarem pais e completar o casamento.
A entrada de Juno na vida do casal, desperta antigos hábitos no marido nerd, que tê sua vida podada pela esposa e trancada num cômodo da casa.

Juno não é um filme de histórias emocionantes, mas de personagens honestas e sinceras, com sensibilidade para lidar com dificuldades e escolhas de maneira inteligente.

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