A tripulação na nave USS Enterprise NCC 1701 precisa encontrar e deter o capitão romulano Nero, que após a destruição de sua terra natal por um buraco negro, busca vingança contra Spock. A tripulação romulana elegeu o vulcano como culpado pela tragédia e quer como sentença, aniquilar o planeta Vulcan e a Frota Estelar da Federação, julgados como traidores por Nero. Até aqui, nenhuma novidade para quem conhece a mitologia da série ou já assistiu por curiosidade, algum dos episódios da telessérie clássica ou dos filmes anteriores da franquia. O que torna esta produção tão singular comparado ao que já foi criado, é mostrar como foi formada a primeira tripulação da famosa nave interestelar e sua primeira missão pela galáxia.
Ao longo de quatro décadas, o universo de Star Trek esteve na televisão, cinema, jogos, livros e nas mentes de fãs fervorosos, conhecidos mundialmente como treekers. O último longa-metragem esteve em cartaz em 2002 e desde então a franquia esteve no limbo dos estúdios da Paramount Pictures, coube ao cineasta J.J. Abrams o desafio de resgatar um dos clássicos da ficção científica para uma nova geração de fãs e para os antigos e exigentes seguidores, esta a tarefa mais árdua. Mesmo com todo este peso nos ombros, o diretor soube mesclar mistério e ação em uma das melhores aventuras da Entreprise. J.J. divide os méritos com seus habituais colaboradores, os roteiristas Roberto Orci e Alex Kurtzman, que já demonstraram talento na criação do seriado Lost e no filme Missão Impossível III, que revitalizou a série de Tom Cuise.
A premissa acerta ao focar na apresentação das personagens e no relacionamento da tripulação em formação. Conhecemos a infância rebelde do arrogante James T. Kirk e a razão e lógica do pequeno vulcano chamado Spock, que terão seus caminhos cruzados e reescritos na catástrofe onde começa o filme. Na Academia da Frota Estelar que Kirk (Chris Pine) conhecerá o oficial de ciências Spock (Zachary Quinto, o Sylar de Heroes), o oficial médico Leonard "Magro" McCoy (Karl Urban) e a oficial de comunicação Uhura (Zoe Saldana). Também estão presentes as versões juvenis do alferes Pavel Chekov (Anton Yelchin) e o engenheiro-chefe Montgomery Scott (Simon Pegg). A química entre os tripulantes, principalmente em relação ao trio de protagonistas, prova que a escolha do elenco foi mais do que acertada.
Com papel fundamental na trama, a aparição de Leonard Nimoy (Spock da série clássica) é um dos momentos mais emocionantes do filme. Falar mais sobre os acontecimentos do longa-metragem estragaria a surpresa reservada ao público. A nova linha de tempo criada pelo diretor não altera a mitologia criada e permite novos saltos no espaço para futuras gerações. Star Trek reúne qualidades para atrair a todas as platéias, mesmo para quem não gosta do gênero ou não tem afinidade com a franquia, e mostrar a crítica que quando bem idealizado, os filmes de verão podem ser um ótimo entretenimento.Curiosidades:
• A mãe humana de Spock é interpretada por Winona Ryder, numa aparição irreconhecível.
Ficha Técnica:Star Trek
EUA, 2009 - 126 min
Aventura / Ficção científica
Direção: J.J. Abrams
Roteiro: Roberto Orci, Alex Kurtzman
Elenco: Chris Pine, Zachary Quinto, Simon Pegg, Eric Bana, Karl Urban, Dr. Leonard 'Bones' McCoy, Amanda Grayson, Zoe Saldana
1 comentários:
Nooossa! Irreconhecível mesmo, Winona mãe do Spock, pô!
Adorei o filme, um dos melhores do gênero entre as ultimas estréias no cinema.
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