Vinte anos atrás, devido a uma pane em seus equipamentos, alienígenas ficam ilhados no planeta Terra. Sua nave-mãe plana durante todo este tempo sobre a África do Sul a espera de reparos. Com o passar do tempo, os ETs se alojaram na cidade, que rapidamente se transformou em uma favela conhecida como Distrito 9. Com a situação cada vez mais fora de controle, a MNU pretende desalojar os aliens para um campo de concentração, sob o pretexto de melhores condições e para evitar que a atual segregação racial exercida pelo povo sul-africano se tranforme numa catóstrofe. Na verdade, a empresa privada pretende lucrar com o armamento alienígena, que só pode ser utilizado através do DNA nativo. A chave para esta operação é o funcionário Wikus van der Merwe, que após um acidente contrai as características necessárias para ativar estes equipamentos.
Sozinho e em fuga, só resta ao ser humano mais valioso da Terra, Wikus (Sharlto Copley), se refugiar dentro do Distrito 9. Acompanhamos sua jornada através da cobertura dos noticiários, imagens captadas por câmeras de segurança e por documentários realizados por especialistas para contar o por quê e como tudo aquilo aconteceu. Apesar da boa crítica feita as coberturas jornalísticas sensacionalistas e excessivas de hoje em dia, a linguagem utilizada se torna irritante e passa a ser um ponto negativo do filme. Tudo é mastigado e explicado mais de uma vez para o telespectador. Não precisava de tanto didatismo.
Produzido por Peter Jackson, Distrito 9 (District 9, 2009) é dirigido por seu pupilo Neill Blomkamp (egresso de trabalhos publicitários criativos, mas sem nenhuma experiência em cinema), que mostra talento para situações de ação, mas falta qualidade e originalidade para o texto, que foi coescrito por ele. O efeitos especiais, o design das criaturas e das naves são os maiores destaques da película, incrivelmente realizados com um orçamento de 30 milhões de dólares, pouco para produções do gênero. Por outro lado, surgem no decorrer da história as personagens de sempre, como o sogro ganancioso e malvado, o soldado incansável e linha dura, o mártir sempre pronto para salvar o amigo entre outros.
Mesmo ao reciclar algumas idéias utilizadas em clássicos como Blade Runner (1982) ou do mais recente blockbuster Cloverfield (2008), o longa fica acima da média. Para um ano parco de boas produções no gênero, a sessão é recomendada.Curiosidades:
O título do filme é uma referência direta ao Distrito 6, região onde mais de 60.000 moradores foram removidos à força de suas casas durante os anos de apartheid, entre 1968 e 1982.
Foi neste sistema que foi criada a South Western Townships, mais conhecida como Soweto, onde Nelson Mandela viveu por vários anos. As regras do apartheid foram abolidas em fevereiro de 1990.
Ficha Técnica:
District 9
África do Sul / Nova Zelândia, 2009 - 112 min
Ação / Ficção científica
Direção: Neill Blomkamp
Roteiro: Neill Blomkamp, Terri Tatchell
Elenco: Sharlto Copley, Jason Cope, David James
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