30.10.09

Gastronomia, música e cinema

Por Assessoria

Durante todo o mês de novembro, a Associação Cultural Vontade de Ver (V²) promoverá eventos especiais unindo música ao vivo, vídeoarte, exibição de curtas-metragens, apresentações temáticas e jantares, em parceria com espaços tradicionais e conhecidos da cidade, como o Clube dos Ingleses, Clube Estrela e a Universidade Santa Cecília (Unisanta).

Neste domingo, dia 1º, a partir das 20h, a atração será a Sessão Buena Vista, com uma apresentação especial do conjunto musical "Noisquatro", especializado em versões de músicas que fizeram parte de trilhas sonoras do cinema mundial. O diferencial, além do formato inusitado com voz, violão e 2 percussionistas, é a interação ao vivo com cenas dos filmes de cada música escolhida projetadas em um telão. Também está prevista uma homenagem a cantora Mercedes Soza, falecida recentemente. A apresentação será no Clube dos Ingleses, com ingressos a R$ 10,00 (gratuito para sócios).


A programação do "Noisquatro" continua durante a semana, com um Sarau temático na Biblioteca da Unisanta, dia 4, quarta-feira, a partir das 20h30. O tema do sarau é a estética do brega, e o conjunto apresentará versões inusitadas para clássicos do estilo, como Sidney Magal, Reginaldo Rossi e Luís Miguel, com figurino também à caráter. O evento, que promete muita descontração e diversão, é gratuito.


O ponto alto do mês será no dia 21, sábado, com o Curta na Mesa, jantar temático multimídia realizado pela V² integrando música, gastronomia e cinema. A idéia é oferecer sabores a todos os sentidos, com exibições de curtas metragens destacados durante o festival CINEME-SE, jantar completo preparado pelo Clube Estrela, apresentação do conjunto "Noisquatro" e atividades lúdicas como o Sabor da Cena, onde uma receita especial de um filme é apresentada e servida ao público ao mesmo tempo em que assiste a cena em questão - a iguaria escolhida desta vez foi o bolo élfico Lembas, do filme "O Senhor dos Anéis". O Curta na Mesa será realizado no Clube Estrela, com ingressos limitados antecipados a R$ 35. Haverá também sorteio de brindes variados.


V² - A Associação Cultural Vontade de Ver tem como objetivo realizar ações que mostram o potencial do audiovisual além do entretenimento, seja em atividades sociais, palestras, apresentações temáticas ou festivais como o CINEME-SE - Festival da Experiência do Cinema, que faz parte do calendário de eventos culturais de Santos. Para mais informações, cinericci@yahoo.com.br, ou no telefone 7809-9697.


Serviço:

Clube dos Ingleses:
Rua Santa Catarina, 127, José Menino.
Telefone (13) 3251.8158


Clube Estrela:
Av. Rei Alberto I, 372, Ponta da Praia.
Telefone (13) 3261.2179

Unisanta:
Rua Oswaldo Cruz, 277, Boqueirão.
Telefone (13) 3202.7100 ramal 257

28.10.09

D.I.A

Hoje é comemorado o Dia Internacional da Animação e para celebrar haverá exibições gratuitas organizadas pela Associação Brasileira de Cinema de Aninação (ABCA) em mais de 400 cidades do Brasil. Aqui na Baixada Santista o evento tem o apoio e as parcerias da Oficina Regional Cultural Pagu, Associação Cutural Olhar Caiçara, Roxy Cinemas e do Curta Santos - Festival Santista de Curta Metragens.

Com sessões programadas para o horário das 19h30, você pode conferir a Mostra Nacional na Unimonte, em Santos. Em São Vicente, acontece no Cine 3D do Centro Cultural da Imagem e do Som e na cidade de Cubatão na UME Padre José de Anchieta, todas no mesmo horário.

A mostra foi criada em 2002 pela Associação Internacional do Filme de Animação (ASIFA) para comemorar o Dia Internacional da Animação.


Charges olímpicas

Hoje é comemorado no Brasil, pelo sexto ano consecutivo, o Dia Internacional da Animação (no próximo post eu falarei sobre o assunto), mas o que chamou minha atenção hoje foram as charges feitas pelo Chico Caruso para o jornal O Globo.

Eu sei que charge e animação são mídias diferentes, ninguém precisa ficar bravo por isso e deixo claro que não tenho nada contra a cidade do Rio de Janeiro, tenho sim, argumentos contra a realização de um evento deste porte num país onde deveriam existir preocupações com outras carências e prioridades.

Se a turma do COB prometeu um legado para o Pan 2007 e não conseguiu, por que agora seria diferente? Como sempre, o melhor remédio é rir, obrigado Caruso.

• Domingo, 24 de outubro de 2009
















Segunda, 26 de outubro de 2009




















Terça, 27 de outubro de 2009

Sessão Buena Vista

A Associação Cultural Vontade de Ver (da qual faço parte), apresentará no próximo domingo, dia 01, às 20h, a Sessão Buena Vista com o conjunto musical NoisQuatro, numa volta ao mundo da música com trilhas sonoras de cinema e clássicos da música de todos os tempos.

Entre uma música e outra haverá a exibição de clipes e curta-metragens selecionados. O convite custa R$ 10,00 e podem ser adquiridos no local. Sócios não pagam.

Apareça e participe. O Clube do Ingleses fica na Rua Santa Catarina, 127, no bairro do José Menino em Santos.

26.10.09

Bastardos Inglórios

A jovem Shosanna Dreyfus (Mélanie Laurent) testemunha sua família ser assassinada pelas mãos do coronel alemão Hans Landa (Christoph Waltz), durante a ocupação nazista na França durante a Segunda Guerra Mundial. Após escapar da emboscada, ruma para Paris onde viverá sob outra identidade, como proprietária de um cinema, mas não sem esquecer do passado que clama por vingança. Também na Europa, o tenente Aldo Rayne (Brad Pitt) comanda um pelotão de guerra conhecido como Bastardos, formado por soldados judeus com a única intenção de dizimar e escalpelar as tropas do Terceiro Reich. Este esquadrão ganha o reforço da agente infiltrada e atriz alemã Bridget Von Hammersmark (Diane Kruger) na missão de derrubar os líderes nazistas. O destino de todos os atos desta vendeta se encontram no cinema de Shossana.

A história parece batida e o gênero superado e sem novidades, exceto por um motivo: Quentin Tarantino. O novo trabalho do diretor americano comprova mais uma vez a sua capacidade de subverter e mesclar temas e situações com um estilo próprio. Para quem não gosta do trabalho do cineasta por acusá-lo de repetir fórmulas e utilizar diálogos longos e sem sentido, pode ficar incomodado com a utilização destes recursos em sua narrativa, mas talvez ele nunca tenha sido tão coerente em sua carreira. O embate verbal entre o pai de Shossana e o coronel Landa na ótima introdução do longa, onde observamos a paisagem bucólica se transformar num caldeirão claustrofóbico, embalada por uma trilha sonora remanescente dos faroestes dos anos 60, é emblemática. A história é mostrada em capítulos, mas desta vez preferiu não abusar da narrativa não linear tão característica de seus filmes.

O elenco principal conseguiu boas atuações e está a vontade na película, mesmo com suas personagens reduzidas a estereótipos famosos (como o americano caipira, o inglês educado e a francesa blasé) o que parece uma vontade do diretor em não precisar se aprofundar em cada um deles e se preocupar apenas com a história. Apenas uma personagem ganha destaque na trama para mostrar todas as camadas de sua composição: o coronel Hans Landa. Mesmo com o bom desempenho de Brad Pitt e seu regimento, é o ator austríaco Christoph Waltz que brilha no filme. Em todas as cenas em que o antagonista aparece, ele está sempre um nível acima.

O excesso de violência sempre criticado nos filmografia do cineasta continua, desta vez, até em menor escala e somente nos momentos de efeito. O modo como estes elementos são utilizados não permitem que o público leve tão a sério as atrocidades cometidas, já que na maioria das vezes elas estejam carregadas de humor negro. Para quem conhece a obra do cineasta, não há do que reclamar, para os que não o compreendem ou não gostam do seu estilo inconsequente, sempre haverá outras opções na sessão ao lado. Não há motivos para perder a cabeça.


Curiosidades:

• O título Bastardos Inglórios foi tirado de um desconhecido filme de guerra italiano, com o mesmo nome, em 1978.

• A voz do narrador é a de Samuel L. Jackson, em mais uma parceria com o cineasta.

• O ator Eli Roth, que interpreta o Urso Judeu na trama, é o diretor dos filmes Cabana do Medo (Cabin Fever, 2002) e O Albergue (Hostel, 2005).

Ficha Técnica:
Inglourious Basterds

EUA, 2009 - 153 min
Guerra

Direção: Quentin Tarantino

Roteiro: Quentin Tarantino

Elenco: Brad Pitt, Mélanie Laurent, Christoph Waltz, Eli Roth, Michael Fassbender, Diane Kruger, Daniel Brühl, Til Schweiger, Gedeon Burkhard, Jacky Ido, B.J. Novak, Omar Doom, Sylvester Groth, Mike Myers e Julie Dreyfus

23.10.09

Sunday, live, sunday

Para o penúltimo show da 360º Tour em 2009, a banda irlandesa U2 preparou uma apresentação especial para os fãs ao redor do mundo, o show será transmitido ao vivo pelo canal YouTube para os cinco continentes do planeta, direto do Pasadena Rose Bowl Stadium, na Califórnia, no próximo domingo, 25, através do endereço youtube.com/U2. O streaming inicial está previsto para às 20h30 local, 1h30 no Brasil, com o horário de verão.

Para a exibição deste evento, foi elaborada uma tecnologia e uma logística mais complexa pelo Google, que também negociou os direitos de exibição. Esta será a primeira transmissão ao vivo e na íntegra através do canal, que também receberá doações para a campanha RED, onde Bono é o embaixador. A ideia combina perfeitamente com a sinergia existente entre o grupo e os fãs. A apresentação ficará arquivada no canal youtube.com/U2official após o show.

21.10.09

Anneliese

Alive in Joberg

Após a decisão da Microsoft e dos estúdios Paramount e 20th Century Fox de abortarem a adaptação do game Halo para as telas, o diretor sul-africano Neill Blomkamp ganhou a oportunidade de realizar o longa metragem Distrito 9 (District 9, 2009), que eu já comentei aqui no blog. Com a produção de Peter Jackson, a ficção científica tem sido uma das mais comentadas do ano e teve como base um curta-metragem desenvolvido pelo próprio Blomkamp, intitulada Alive in Joberg.

O curta foi coproduzido pelo ator Sharlto Copley (que também faz uma ponta no vídeo), que no longa vive o engravatado Wikus Van De Merwe, que pelas circunstâncias da história acaba refugiado no Distrito 9.

Confira o curta no vídeo abaixo, basta apertar o play.

Perdidos... somente até 2010

A emissora ABC divulgou o cartaz da sexta e última temporada do seriado Lost. Os hieróglifos que esculpidos nas palavras The Final Season, representam duas palavras egípcias, que podem ser traduzidas como "Quem é seu guia?" ou "Quem é seu líder? "

Na imagem, também estão todos os personagens que devem participar dos últimos 18 episódios e um em particular faz jus a mensagem oculta: John Locke, de costas e dividindo o grupo em dois. Para quem acompanha a série, já sabe o que isto significa.

Lost retorna em fevereiro, com um episódio duplo chamado LA X, uma transliteração com o nome do aeroporto internacional de Los Angeles.

Para quem sempre duvidou se haveria um final para a série, falta pouco para o final da jornada. Ah, seu eu pudesse viajar no tempo...



19.10.09

No escurinho do cinema

Uma sessão de cinema pode ficar gravada na memória de cada um por vários motivos, entre eles, filmes clássicos, uma sessão a dois, trilhas sonoras fantásticas que se transformam em sensações ou sentimentos que irão nos acompanhar por muito tempo. Impossível não lembrar a tensão "vivida" nas poltronas com o longa O Silêncio dos Inocentes, na sequência de perseguição entre a agente Clarice Sterling (Jodie Foster, The Silence of the Lambs, 1991) e o serial killer Buffalo Bill em seu cativeiro, ou do silêncio devastador ao final da exibição de A Lista de Schindler (Schindler's List ,1991).

Entre estes e outros momentos gloriosos na arte de "pegar um cineminha", não posso e não há como esquecer da primeira vez que entei em um cinema, a escuridão, o sistema de som e a tela abriram a porta de um novo mundo (tudo bem que hoje em dia, tudo se tornou maior e mais alto, mas naquela época as pessoas conversavam menos no cinema) e o primeiro bilhete não poderia ser melhor: O Império Contra-Ataca (The Empire Strikes Back, 1980). Na época, ainda era conhecida como Guerra nas Estrelas e passei meses pensando naquela frase antológica: - Luke, eu sou seu pai.

Ultimamente, estes grandes momentos do cinema parecem rarear e sucumbir a enxurrada de continuações e remakes intermináveis. Os estúdios não se importam em realizar grandes filmes, o importante é conseguir grandes bilheterias, hoje em dia é fácil encontrar ótimos trailers para péssimos filmes ou campanhas elaboradas de marketing para vender algo nem tão bom assim. A bola da vez é Paranormal Activity, que está sendo considerado o "filme mais assustador de todos os tempos", sim mesmo depois de A Bruxa de Blair (The Blair Witch Project, 1999) eles insistem nesta conversa.

A Paramount Pictures apostou no filme de forma inteligente, filmado em 2007 com parcos 11 mil dólares, o longa apresenta um estilo de documentário e não tem nenhum frame com efeitos digitais. Para promover Paranormal Activity, o estúdio produziu um trailer bacana, onde enfatiza na reação das pessoas na sala de cinema durante o filme. Se o filme será o mais aterrador de todos os tempos, não sei, mas a idéia já me deixou com vontade de assistir, no cinema, claro.

7.10.09

Up

O vendedor de balões Carl Fredricksen pretende aos 78 anos realizar um antigo sonho de juventude, viajar para a América do Sul em busca de novas aventuras. Aposentado e viúvo, não terá a companhia da esposa, que por tanto tempo, sonhou com este acontecimento. As mudanças na cidade e a solidão reforçam cada vez mais a coragem nos pensamentos do amargurado Carl. Com milhares de balões multicoloridos amarrrados em sua casa, parte rumo ao acaso, porém não contava com a companhia de Russel, um feliz e prestativo escoteiro de 8 anos de idade. A contragosto, o rabugento Carl vai aos poucos cedendo a simpatia do pequeno explorador da natureza, para juntos iniciarem junto a jornada, uma bela amizade.

Resumida assim, o argumento parece simplista e estereotipado, afinal quem já não viu e reviu esta história milhares de vezes? Felizmente, mais uma vez, os estúdios Pixar superam todas as expectativas. Os diretores e roteiristas de Up, Pete Docter (Monster Inc., 2001) e Bob Peterson, souberam desenvolver um roteiro fantasioso, que inclui ainda um explorador radicado na selva em busca de um espécime raro, com intensas cenas de ação e personagens envolventes e carismáticos. O desenvolvimento do protagonista é sutil e belo, numa passagem sem diálogos onde o acompanhamos desde a infância até a velhice. Um bom exemplo de como usar imagens no lugar de palavras. Por falar em imagens, o longa é rico nas cores e no padrão gráfico, a animação como era de se esperar está impecável.

A interação entre os protagonistas e as amalucadas personagens que surgem durante a jornada, tornam Up um filme divertido. Mesmo que a história seja sobre as últimas aventuras de um homem próximo ao fim da vida, o longa não apresenta sinais de tristeza, mas belos momentos comoventes, envolvendo amizade e boas recordações. É quase impossível não se emocionar. Embora tenha tantos elementos adultos como em Wall-E, esta abordagem sentimental não impede de que as crianças apreciem a obra com entusiasmo, o ritmo do filme equilibra muito bem a ação e a emoção. Se ao final da sessão você se sentir com o espírito leve e tranquilo, relaxe, talvez sejam os balões de Carl ainda fazendo efeito. Imperdível.

Curiosidades:
• A personagem Charles Muntz, na voz de Christopher Plummer no filme, foi extraída da clássica história de Arthur Conan Doyle (O Mundo Perdido, 1912), onde um explorador é denunciado por fraude ao trazer ossos de um pterodátilo encontrado na América do Sul. Inconformado, retorna a selva para capturar a criatura viva.

Ficha Técnica:
Up
EUA, 2009 - 96 min
Aventura / Animação

Direção: Pete Docter, Bob Peterson

Roteiro: Pete Docter, Bob Peterson, Thomas McCarthy

Elenco: Edward Asner, Christopher Plummer, Jordan Nagai, Bob Peterson, Delroy Lindo, John Ratzenberger

5.10.09

Distrito 9

Vinte anos atrás, devido a uma pane em seus equipamentos, alienígenas ficam ilhados no planeta Terra. Sua nave-mãe plana durante todo este tempo sobre a África do Sul a espera de reparos. Com o passar do tempo, os ETs se alojaram na cidade, que rapidamente se transformou em uma favela conhecida como Distrito 9. Com a situação cada vez mais fora de controle, a MNU pretende desalojar os aliens para um campo de concentração, sob o pretexto de melhores condições e para evitar que a atual segregação racial exercida pelo povo sul-africano se tranforme numa catóstrofe. Na verdade, a empresa privada pretende lucrar com o armamento alienígena, que só pode ser utilizado através do DNA nativo. A chave para esta operação é o funcionário Wikus van der Merwe, que após um acidente contrai as características necessárias para ativar estes equipamentos.

Sozinho e em fuga, só resta ao ser humano mais valioso da Terra, Wikus (Sharlto Copley), se refugiar dentro do Distrito 9. Acompanhamos sua jornada através da cobertura dos noticiários, imagens captadas por câmeras de segurança e por documentários realizados por especialistas para contar o por quê e como tudo aquilo aconteceu. Apesar da boa crítica feita as coberturas jornalísticas sensacionalistas e excessivas de hoje em dia, a linguagem utilizada se torna irritante e passa a ser um ponto negativo do filme. Tudo é mastigado e explicado mais de uma vez para o telespectador. Não precisava de tanto didatismo.

Produzido por Peter Jackson, Distrito 9 (District 9, 2009) é dirigido por seu pupilo Neill Blomkamp (egresso de trabalhos publicitários criativos, mas sem nenhuma experiência em cinema), que mostra talento para situações de ação, mas falta qualidade e originalidade para o texto, que foi coescrito por ele. O efeitos especiais, o design das criaturas e das naves são os maiores destaques da película, incrivelmente realizados com um orçamento de 30 milhões de dólares, pouco para produções do gênero. Por outro lado, surgem no decorrer da história as personagens de sempre, como o sogro ganancioso e malvado, o soldado incansável e linha dura, o mártir sempre pronto para salvar o amigo entre outros.

Mesmo ao reciclar algumas idéias utilizadas em clássicos como Blade Runner (1982) ou do mais recente blockbuster Cloverfield (2008), o longa fica acima da média. Para um ano parco de boas produções no gênero, a sessão é recomendada.

Curiosidades:
O título do filme é uma referência direta ao Distrito 6, região onde mais de 60.000 moradores foram removidos à força de suas casas durante os anos de apartheid, entre 1968 e 1982.

Foi neste sistema que foi criada a South Western Townships, mais conhecida como Soweto, onde Nelson Mandela viveu por vários anos. As regras do apartheid foram abolidas em fevereiro de 1990.

Ficha Técnica:
District 9

África do Sul / Nova Zelândia, 2009 - 112 min
Ação / Ficção científica

Direção: Neill Blomkamp

Roteiro: Neill Blomkamp, Terri Tatchell

Elenco: Sharlto Copley, Jason Cope, David James

1.10.09

mentes que brilham - post 2

Diretor:
Wes Anderson


Obras em destaque:
Três é demais (Rushmore, 1998)
Os excêntricos Tenenbaums (The Royal Tenenbaums, 2001)
A vida marinha com Steve Zissou (The Life Aquatic with Steve Zissou, 2004)
Viagem a Darjeeling (The Darjeeling Limited, 2007)


O cineasta Wesley Wales Anderson dirigiu apenas oito filmes em sua carreira, mas tem o mérito que muito perseguem a vida inteira e não conseguem: personalidade. Enxergar em sua obra, a sua assinatura, deve ser um dos melhores elogios que um autor possa receber. Esta sinestesia cinematográfica pode ser percebida nos trabalhos de Anderson, a identidade visual, os questionamentos filosóficos, o desvelo com a trilha sonora estão sempre presentes. O diretor não se deixa tiranizar pelos padrões tradicionais e não tem medo de ousar nas cores e no formato.

Suas obras até aqui transitam entre o drama, a aventura e a comédia, com muitas personagens disfuncionais numa jornada de descobrimento ou até mesmo auto-conhecimento. Wes Anderson sabe muito bem transformar fatos cotidianos em situações absurdas, utiliza cenografias grandiosas e rica em detalhes, criando um universo único para os atores. O diretor também é conhecido pelas parcerias, quase sempre encontramos os atores Bill Murray, Owen Wilson e Jason Schwartzman em seus trabalhos.

Nascido em Houston, nos Estados Unidos, frequentou a escola particular St. John's School, que foi utilizada nas filmagens de seu segundo longa, Rushmore. Na trama, o jovem Max Fischer (Jason Schwartzman) consegue uma bolsa de estudos em uma escola tradicional e mesmo sendo dedicado em várias atividades, não consegue bom desempenho para continuar como bolsista. Max se apaixona pela professora Rosemary (Olivia Williams), que está envolvida com um magnata em depressão, Herman Blume (Bill Murray). A recente amizade entre Fischer e Blume fica abalada com esta situação. Belo filme que passou despercebido por aqui.

Seu terceiro filme, Os excêntricos Tenenbaums, teve a colaboração do ator Owen Wilson no roteiro e foram indicados ao Oscar de melhor roteiro original. Com um elenco estrelado, acompanhamos o infame Royal Tenenbaum (Gene Hackman) tentar de todas as formas retornar para casa e se reconciliar com a esposa Etheline (Anjelica Houston), com quem teve três filhos: Margot (Gwyneth Paltron), Chas (Ben Stiller) e Richie (Luke Wilson). No período em que esteve fora, seus filhos conheceram a glória graças ao seus talentos, hoje vivem de aparências. Velhas feridas não cicatrizadas resurgem com o retorno do patriarca. No rol ainda temos a presença de Danny Glover, Owen Wilson e Bill Murray. É de longe o seu melhor trabalho.

A vida marinha com Steve Zissou, seu quarto longa metragem, mostra o cotidiano do barco do oceanógrafo Steve Zissou (Bill Murray, desta vez como protagonista), durante as filmagens de seu novo documentário sobre o mar. Seu mundo fica dividido entre a caçada ao mítico tubarão-jaguar, que engoliu seu melhor amigo, e o rapaz que conhece numa festa e diz ser seu filho (Owen Wilson). Cate Blanchett, Anjelica Huston, Willem Dafoe e Jeff Goldblum também estão a bordo nesta viagem que teve a trilha sonora composta pelo brasileiro Seu Jorge (no filme, interpreta o marinheiro Pelé dos Santos), que fez versões em português para canções de David Bowie somente no violão.

É no onírico e envolvente cenário indiano que se passa Viagem a Darjeeling. Após a morte do pai e do desaparecimento da mãe, Francis (Owen Wilson) planeja uma viagem de trem para aproximar os laços familiares e acabar com as antigas rivalidades com os outros irmãos: Peter (Adrien Brody), em crise no casamento, e Jack (Jason Schwartzman), recém separado da namorada. No plano também há a tentativa de encontrar Patrícia (Anjelica Houston, no papel da mãe em crise de meia idade), que se tornou freira em uma missão católica. Expulsos por mal comportamento, eles descobrem muito mais sobre eles mesmos durante a jornada.

Curiosidade:

Viagem a Darjeeling possui um prólogo, chamado Hotel Chevalier, um curta metragem de 13 minutos que completa algumas situações do longa metragem. Em cena, estão Jason Schatzman e a bela Natalie Portman.